Em artigo publicado pela revista Rumos, da Associação Brasileira de Desenvolvimento (www.abde.org.br), o CEO de TozziniFreire, Fernando Eduardo Serec, revela quais são suas expectativas para a economia brasileira em 2017.

De acordo com ele, é evidente que os efeitos de 2016 ainda serão sentidos neste ano, sobretudo no âmbito político, porém, as perspectivas para os próximos 12 meses parecem ser mais auspiciosas, pelo menos em termos econômicos.

"Recentemente organizamos a Pesquisa TozziniFreire - Perspectivas para o Ambiente Jurídico e Econômico brasileiro em 2017 com 130 gestores jurídicos, CEOs e CFOs de empresas brasileiras, públicas ou privadas, e multinacionais sobre as prioridades delas para o próximo ano. Entre os aspectos mais importantes na avaliação dessas organizações estão a governança corporativa, as boas condutas éticas e de conformidade (compliance) e a intensificação dos treinamentos em direito concorrencial. Três bons sinais", declarou Fernando Eduardo Serec.

O advogado destacou que as mudança nas relações entre as iniciativas pública e privada é essencial para o País reencontrar o caminho do crescimento sustentável. E a partir do momento em que as empresas reforçam seus compromissos com essas questões, mostram que estão em busca de interações mais éticas com a sociedade, os entes governamentais, os colaboradores, os concorrentes e os demais participantes estratégicos (stakeholders).

Para Fernando Eduardo Serec, os três bons sinais citados anteriormente também podem servir como atrativos para novos investimentos nas empresas brasileiras, pois companhias que adotam controles internos mais rígidos, se preocupam em competir de forma ética e possuem programas de conformidade se tornam alvo de investidores estrangeiros, sobretudo os fundos de private equity.

"O mercado de fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês), aliás, também começou a demonstrar alguns avanços já em 2016, indicando que essa retomada pode ser também uma tendência para o próximo ano. O câmbio competitivo e as oportunidades de compra de ativos da Lava Jato, ou em recuperação judicial, são dois dos fatores justificam as expectativas em relação ao futuro dessas operações", afirmou o sócio de TozziniFreire Advogados.

Ainda em relação às operações de fusões e aquisições, setores de infraestrutura, saúde e tecnologia da informação devem ser os mais destacados no próximo ano.

"Outro movimento importante para garantir a atração de investimentos em 2017 veio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade responsável pela regulação do mercado de capitais brasileiro, que incentivou e apoiou o desenvolvimento e o lançamento de um código de governança corporativa específico para as companhias abertas, em conjunto com entidades representativas do setor", disse Fernando Eduardo Serec.

Com a novidade, as companhias abertas deverão obrigatoriamente aderir a esse código de governança ou, então, explicar ao mercado o motivo de não as adotar.

Fernando Eduardo Serec conclui o texto defendendo que, de todas as instabilidades inerentes a um cenário macro ainda turbulento, a Economia brasileira pode viver um período de mais bonança neste ano. "Os desafios são muitos, mas, à mesma medida, a gama de oportunidades também é bastante ampla. Boas estratégias comerciais, flexibilidade e capacidade analítica dos gestores podem ser o ponto de partida para a realização de grandes negócios em 2017."