Telecomunicações / Tecnologia da Informação

O governo brasileiro anunciou que irá lançar, em outubro de 2017, a versão final do Plano Nacional de Internet das Coisas, com as diretrizes para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias para conectar os objetos à internet no Brasil entre os anos de 2018 e 2022.

O Plano Nacional definirá as áreas que terão prioridade no investimento público para o uso da internet das coisas: infraestrutura urbana (cidades inteligentes), saúde, agronegócio e indústria. Encabeçadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pelo BNDES, as iniciativas públicas estimularão tecnologias (i) para ajudar a melhorar a mobilidade urbana e a segurança pública, e tornar mais eficiente o uso de recursos como água e energia elétrica em infraestrutura urbana; (ii) para criar sistemas de monitoramento de doentes crônicos na área da saúde; (iii) para aumentar a eficiência do uso de recursos naturais e maquinários na agricultura; e (iv) para ampliar a capacidade, a manutenção preditiva e a gestão da cadeia de suprimentos na indústria.

Entre as novidades anunciadas está a criação de centros de desenvolvimento de novas tecnologias focados em cada uma dessas áreas prioritárias, com intuito de agregar projetos já em andamento sobre o tema e facilitar a integração de investidores e startups para desenvolver as tecnologias de internet das coisas.

Ainda não foi anunciada, porém, a regulamentação sobre o tratamento e a proteção dos dados pessoais a serem coletados pelos dispositivos conectados à internet, ponto sensível para proteger a privacidade e garantir segurança aos seus usuários.

Outro ponto ainda não anunciado pelo governo é o montante de investimento necessário para implementar o Plano Nacional de Internet das Coisas e quais as fontes de recursos viáveis para tanto. A expectativa é que os investimentos públicos sejam maiores nos primeiros anos e diminuam gradualmente até 2022.