O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por manter o Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado Federal, apesar de ter se tornado réu em ação penal. Em julgamento recente do STF, em Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pelo partido Rede Sustentabilidade (REDE), a maioria dos ministros votou no sentido de que réus em ações penais não podem ocupar cargo na linha sucessória presidencial, todavia um pedido de vista do processo formulado pelo Ministro Dias Toffoli interrompeu o julgamento. Com base neste entendimento já sinalizado pelo STF e em outros fundamentos, o REDE propôs outra ação com o pedido liminar de afastamento de Renan da presidência do Senado, visto que este se tornou réu em ação penal na semana anterior. O pleito foi deferido monocraticamente pelo Ministro Marco Aurélio de Mello, todavia, na quarta-feira (7) o Pleno do STF não manteve na íntegra a decisão monocrática, permitindo que o Senador continue ocupando a chefia do Poder Legislativo.